domenica 28 maggio 2017

LOUCURA - poema de Iosif Landau


carrego uma cruz de pedra
debil idoso sou
o trabalho sempre detestei
amo sorrir para o mar
mas nao estou contente
invoco os filhos os netos
tios tias primos bisnetos
nao sou louco
nao me julguem
reconheco
 desequilibrio emocional
talvez seja
por ler e meditar

improvisando poesia e prosa
vivo num mundo imaginario
meus sonhos mais felizes
afastam os tolos
em fogo que se esvairem

procuro a imagem
de um mundo bom encantado
onde
o touro e a virgem
a crianca e a prostituta 
vivam contentes

loucura
asas da ilusao?
que importa
HADES me levara
minhas asas queimara









sabato 27 maggio 2017

poema curto - Iosif Landau e outro que poderia ter sido meu !

Sou
minha alma se esconde
reminiscencias! 
meu destino
tristeza de nao sermos dois!
em torno aos meus sentidos
vacuos!

louco, nao enlouqueco
sou mas nunca fui
falhei!



Aqui\
aportei nessa terra
fugido de pesadelo/

Aqui sonhei - casei -
criei familia
fiz amizades:trasladei seu chao
naveguei seus rios
voei seus ceus
mergulhei nos seus mares

Cerro os olhos
procuro minhas raizes
em vao
tudo vago - esquivo -
judeu errante

Abro os olhos
na parede emoldurado
decreto da nova nacionalidade
no ceu escuro
o Cruzeiro do Sul


venerdì 26 maggio 2017

LUIZ - meu sobrinho



caminhamos pela beira da praia no final da tarde
o sol se punha nas Tijucas
me sentei num monticulo de areia
ele ao meu lado
a bola no horizonte cor de Van Gogh.

na areia morna pensavamos os mesmos pensamentos
um lampejo de claridade ao seu nascer nos deu
a mesma  alma, 
longe a esfera de fogo queimava
- me de um cigarro -

a agua azul apagado refletia o rubro ceu
o sol naufragava entre os cumes do horizonte
na praia so nos dois
meus olhos embacados, os dele funda lagoa

- veja o sol ele brilha sobre tudo que temos
nossa eternidade pestaneja com ele no horizonte
o ceu e o oceano, velho, erguei-te,
somos filhos do sol almas identicas

filho somos a mesma pessoa
olho nos seus olhos e falo comigo mesmo, o,
minha alma, como te amo, 
essa minha roupagem empoeirada
essa minha pele queimada na face
esse meu olhar de negro desespero
essa fuligem humana ao teu lado sentada,
chorou quando voce nasceu

- me de mais um cigarro -

velho, olha, o sol banhado como brilha,
seus pensamentos retorcidos, 
entranhas e visceras doidas, 
olhos empoeirados, 
para mim sao flores de sua louca coroa dourada

flores? quando foi que esqueci que eu era uma flor ?
quantas moscas zumbiram ao meu redor
quando minha alma ainda era flor ? pobre flor morta

- velho, te vejo postado a minha frente,
dirija seu olhar ao sol poente
respira a brisa 
voce nunca foi fuligem
velho, me escuta, flores ao sol,
na luz da noite nunca fenecem, 
num sonho as reguei para voce as amar

eu, talvez ja esteja tao velho quanto o universo, 
isso nao e bom, ouco as lamurias dos incinerados,
ah! ofereco - me em sacrificio,
me deixaram de fora,
eles repousam onde o sol e cinzento,
estao sos na sua gloria
nada floresce em cinzas

- velho, nada de sofrimento para voce,
so alegrias, sinta a docura ao redor,
o ultimo momento do por do sol,
velho, vem, me acompanha,
ainda tenho muito a te falar

Filho, receba esse salmo vindo de mim,
o sopro de vida jorrado de mim,
alguma coisa de meu passado,
minha ultima transformacao,
sejas louvado.

- velho, toma , e meu ultimo cigarro!

ultima parte - Foz de Iguassu - 1973 -

Ouvi tosses, ouvi risadas, o
homem à minha frente parecia divertir-se, coloquei a mão sobre a arma apontada, por favor, tenente, o suor escorregou da nuca dentro da camisa, isso não é jogo de pôquer, seu idiota, pensei, nem um romance de Paul Auster, lá vou eu com essa mania, minha mente invocou Deus e o Demônio, os ruídos longínquos da obra não são trombetas dos santos alados, desista, ninguém liga para essa baboseira, senti-me um tolo, apertei os dedos, a mão armada cedeu,
virei o rosto, deu tempo ao tenente para guardar o revólver. — 
Tenente, mais um favor, manda seu pessoal baixar os mosquetes. O cerco dos homens cada vez mais próximo sufocava-me, o odor de suor e cachaça entrou pelas minhas narinas, senti ânsias de vômito. — Tenente, obrigado, agora dê ordem de meia volta, volver. Pés arrastaram-se sobre pedriscos, o odor de suor e cachaça mais
próximo. — Tenente, o pessoal tá cercando. Sim senhor, sim senhor, voz solitária, depois mais outras, todos em coro, tive vontade de gritar "Parem! Parem! Não agridam!". Mas permaneci calado, imóvel, sabia que a exclamação coral não passava de deboche jocoso dirigido a mim, sorri, ainda vou levar a melhor. Olhei o relógio, duas da madrugada, faltavam cinco horas
para a mudança de turno, escutei a ordem dada pelo tenente, vi a tropa retirarse em silêncio pelo corredor humano aberto no meio dos operários, esperei o último meganha sumir na noite, coloquei um cigarro entre os lábios, apaguei a chama do isqueiro, chamei um dos encarregados: — Junta o pessoal! — Sim senhor. — Todos pra revezar o turno da noite! — Mas, doutor, se me permite... O movimento da minha mão calou-o. — Todos! — Sim senhor!
Joguei o cigarro aceso no chão, apaguei-o com a bota, fora um aperto, mas tudo estava resolvido. Voltei à casa de hóspedes, ela e os outros me aguardavam. — Como foi? Ouvi, não respondi. Peguei minha mulher e fui para a minha choupana.

Orgulho-me para sempre desta noite, foi em 1973.







Paul Auster um dos escritores preferidos de Iosif.

mercoledì 24 maggio 2017

FOZ DE IGUASSU - segunda parte de 1973

A caminhonete atravessou o portão, parou no pátio, saltei. Sete Léguas, o
baixinho, espécie de mascote, puxou-me pela manga, doutor, socorro, vi o
sangue escorrer pela sua face, olhei ao redor, rostos amedrontados fitavamme,
doutor, eles bateram em nós, nós dormindo, nós que tavam no chuveiro,
na casinha, em todos, todos...

Vidros estilhaçados, portas arrombadas, um vaso de louça partido, a luz morna
dos postes envolta em fumaça confundia as sombras, levem os feridos para o
hospital e apaguem o fogo, ordenei, não ouvi o sim senhor, aproximei-me do
destacamento, mosquetes em posição de tiro, o tenente à frente de arma em
punho...
— Fizeram arruaça, doutor, rece... Quis voltar ao passado, mas qual dele?
Tinha tantos... Voltar à dolce vita do English school, ao verão na Côte d'Azur,
aos tempos do bombardeio da Luftwaffe sobre Londres, ao pecaminoso prazer
de Copacabana, voltar às polpudas per diem do pai, às perdidas amizades do
clube de remo, ao exílio imposto no interior de Minas, mas só a lembrança da
falência material da família me perseguia. Voltar é sempre ruim, o caminho
através da porta da mente é doloroso, teria que viver mais vinte, trinta anos,
para que eu pudesse saber quem eu era, porque me encontrava aqui nesse
preciso momento, o mundo que cresci era melhor do que esse em que vivo
hoje... — ...bemos ordem , tivemos que controlar a situação... Senti medo, vi
os operários aglomerados ao redor, formara-se um ringue, não haviam rostos
amedrontados, apenas curiosos, alguns sorriam, o verdadeiro inimigo era eu,
candangos e milicianos eram a classe inferior, os oprimidos. Eu representava o
patrão, era o responsável pelas suas vidas miseráveis, alçapão do destino, o
morto nada significa para eles, nascem com a morte, vivem com a morte, já
mataram, já enterraram filhos, irmãos, pais, atingidos pelo desleixo da
sociedade, acendi um cigarro, queria ganhar tempo, queria não estar aqui, os
outros tinham razão. O jantar farto, servido por garçom de libré, não apetecia,
ela, sentada ao seu lado, conversava animada com os outros dois, diretor e
assistente, recém-chegados do Rio, que sapato elegante a senhora calça, veio
visitar seu marido? Ele merece, seu futuro está garantido, a próxima viagem a
senhora fará com o nosso jatinho, traga também um dos filhos, não, não, é
promessa, o que acha da nossa residência? Verdade, é luxuosa, mas temos que
agradar o pessoal do governo, aliás, deve dar um puxão de orelha no seu
marido, ele depenou a todos no pôquer, sim sei, sabemos que ele é
competitivo, concordamos, tem que ser para enfrentar... Eu odiava essa
conversa fútil, não a recriminava, fazia o seu papel, jamais conseguira
disfarçar o desagrado no meu rosto, já me disseram inúmeras vezes "cara, vê
se te manca, tua cara agride...". Eu tentara debater o incidente da tarde,
desconversaram, isso acontece, não esquenta, obra é assim, coisas da vida...
Duas tragadas no cigarro, joguei-o no chão, pisei em cima com a bota.

— O combinado, tenente? Grossos bigodes desafiavam. — Viraram um carro.
— Não me parece que agiu de modo inteligente, respondi e senti logo que não
usara as palavras adequadas. — Desculpe-me o palpite — falei sem firmeza
— talvez meu pessoal tenha exagerado... Minha posição, eu sabia,
enfraquecera, senti meu rosto tenso, esfogueado, a roda de homens aumentava,
o olhar dos candangos era mais incômodo que a arma apontada. Eu, o
perdedor, o bobo da corte, merecia estar nesse fim de mundo, isso é ser
engenheiro? Não fui talhado para ser John Wayne, Gary Cooper, é meianoite,
não é meio-dia, High Noon está longe, droga, isso é hora para pensar em
filme? Olhei por cima dos ombros do homem à minha frente, um pelotão de
vinte meganhas em fila dupla, cassetete numa mão, mosquete na outra, rostos
indecifráveis na sombra dos capacetes, não tinha dúvida, obedeceriam
cegamente à qualquer ordem, serão analfabetos? Com certeza, de onde são?
Irmãos de origem e da ignorância em confronto, eu, o intelectual, regredindo à
primata, de que lhe serve todo esse saber? Vi-me estendido no chão, sombras
em volta, cochichos, não quero padre, não... O som seco do engatilhar
assustou-me. — Tenente, guarde sua arma

martedì 23 maggio 2017

Foz de Iguassu - Salto Ozorio - 1973 - primeira parte

XIV
Arriscar a vida, a integridade física:
o motivo é justo? É sua obrigação?
As respostas são imprecisas, dúbias,
olhares covardes se baixam,
ela sorri, conhece o homem com quem se acasalou,
sabe que é destemido, nada teme,
coragem ele tem de sobra,
é seu macho, o último dos mohicanos.

Nas obras de grande envergadura, a estrutura de apoio é excelente:
acampamento para operários solteiros, casas para os casados, casas para os
engenheiros, hospital, supermercado, igreja, clube, escritórios bem montados,
hotel e casa de hóspedes. Na construção da Hidrelétrica de Salto Ozório, que
eu dirigia, o modelo era esse. Cinco mil operários trabalhavam em dois turnos,
tudo perfeito, tudo sob controle, tudo no prazo, nenhum problema. Às vezes
minha mulher visitava-me, vindo do Rio e, regularmente, de mês em mês,
vinha um diretor da sede para inspecionar.
Naquele dia todos estavam ali, todos jantando na casa de hóspedes. Houve um
incidente durante a tarde, um operário fora morto pela milícia particular
contratada pela dona da obra, a Eletrosul. Eu rezava para que não houvesse
desdobramento. Ilusão, operário é rude, solidário, haveria tumulto e,
consciente disso, eu me entendera com o comando da milícia, para que seus
subordinados se mantivessem calmos e cautelosos. O acordo fora aceito.
Durante o jantar um dos encarregados surgiu esbaforido, veio comunicar um
tumulto no acampamento dos solteiros, que a milícia invadira distribuindo
pancada a torto e direito. Pediu ajuda. O pepino era meu, os dois visitantes do
Rio fingiram-se de mortos, minha mulher olhou-me, não disse palavra para
impedir minha ação, havia perigo, que mulher extraordinária. Saí com o
encarregado na caminhonete e dirigi-me à praça de guerra.
O ronco do motor irritava meus ouvidos, o veículo balançava com violência,
minhas costas doíam, o pessoal da oficina nunca obedecia, ponham menos
pressão nos pneus, eu recomendava, nada feito, em obra o que mais eu ouvia
era sim senhor, ainda não descobrira se era burrice, teimosia ou indisciplina,
mas isso agora pouco importava, sim senhor, sim senhor, era o que queria
ouvir daqui a instantes, Deus faça-os obedecerem, rezava. Sim senhor, sim
senhor, era o que eu balbuciava. A lembrança da manhã veio à minha mente,
minha mulher pouco me visitava e logo hoje essa bagunça. O frio que entrava
pelas frestas da casa de madeira fez-me estremecer, detestava o frio, de pé
olhei para ela, fizera uma viagem de vinte horas para me encontrar, era um
bocado de chão do Rio até à beira do rio Iguaçu, acariciei seus cabelos,
olhando o ligeiro sorriso no seu rosto, como posso retribuir tamanho amor,
como pude abandonar os meninos, a brisa e o mar, a estética urbana do meu
Rio, como... Sabia que esses momentos sombrios não me largariam pelo resto
do dia, não haveria maneira de livrar-me deles. A zoeira das perfuratrizes
trouxe-me à realidade, vesti a calça jeans, camisa e japona, calcei as botas
surradas, elas acompanhavam-me há anos, o meu capacete também, o tipo de
vida que eu levava fizera-me supersticioso, uma última olhada nela, fechei a
porta com cuidado, entrei no fusca, acionei o motor, as gralhas pousadas na
cerca levantaram vôo e sumiram no meio dos pinheiros. O céu azul, muito
azul, desprovido de cortina poluidora, machucou-me a vista, coloquei o Ray
Ban, o ar puro penetrou nos pulmões, tossi, acendi um cigarro, o estômago
doeu, peguei o rumo da cantina, uma data projetou-se em minha mente. 12 de
abril, o rio estaria na sua cota mais baixa, a segunda fase do desvio a ser
executada, eu, o poder absoluto, faria acontecer, eu, o poder máximo,
comandava cinco mil operários, eu, o mágico, dispunha de milhões de dólares
em equipamento, eu... Minhas mãos crisparam-se no volante, a respiração
ofegante fez-me jogar o cigarro pela janela, naquele preciso instante a
sensação de felicidade envolveu-me com irresistível doçura.
— Quase chegando, doutor — escutei. As palavras do motorista
irritaram-me, já fizera cem, mil vezes esse caminho, duas três vezes por dia,
uma eternidade, da residência ao canteiro da obra. Ao longe a visão noturna
assustadora, dezenas de luzes piscando em meio à bruma do vale. Poeira? Não
dava para distinguir, o martelar das perfuratrizes penetrava nos ouvidos, o
ronco entrecortado dos scrapers e tratores completava a harmonia, com
certeza, foi nesses sons que Schomberg se inspirou ao compor suas
dissonantes sinfonias, ou talvez Thelonious usou-os nas suas peças
jazzísticas, comecei a rir, diletante das artes, o pessoal zombava, não me
incomodava, até gostava, a todo o momento eu citava escritores,
compositores, diretores de cinema, era o modo que dispunha para espantar a
reclusão.
— Que foi, doutor? Como explicar que deixara para trás centenas de CDs,
estantes cheias de livros, dezenas de vídeos e viera isolar-me neste fim de
mundo? Não saberia como. Para alguém entender, teria que desvendar meu
passado, o passado estava longe, enterrado num país balcânico, na herança
bíblica iniciada com o êxodo do Egito, oculto no peso atávico irremovível,
escondido na sabedoria da Torah, meu pai, meu pai, você não me libertou,
impôs-me a sua autoridade. O dilema na minha alma de engenheiro errante e
de meus reais anseios ainda perdura, pergunto-me se não cometi uma tolice
ao lhe obedecer, a hipocondria que atola meu ser é insuportável, sinto-me
acabado, meu sistema nervoso não foi feito para essa quantidade de afecções
deprimentes, pouco estéticas, perco-me em mim mesmo, tateio atrás de mim
mesmo, um cão atrás do próprio rabo...
—Doutor, como vai acabar essa bagunça? A lembrança da manhã continuava
ainda. Senti a boca seca, depois de dezenas de cigarros perdera o paladar,
meus dentes se atritavam ao pó de pedra misturado à saliva, a estrutura da
barragem despontava ameaçadora de dentro da rocha escavada, o ritmo
incansável da concretagem, o som metálico dos vibradores, o vaivém dos
scrapers na jazida, os tratores empurrando blocos de pedra, tudo pulsava ao
redor, do fundo do canal de fuga sentia-me todo poderoso, tinha certeza, 12 de
abril, 12 de abril...
— Doutor! — o encarregado interrompeu o devaneio — os meganha
fuzilaram um dos nossos no acampamento. Eu tremia dentro da japona, o frio,
o medo e a incerteza deixaram-me febril, minha existência, eterno desafio, não
desafiou o seu pai e agora você quer se redimir, repetia sem cessar uma voz
interior, infantilidade, você é maluco, quer atos heróicos, um possuído pela
síndrome da auto-afirmação...
— Doutor, estamos quase chegando. As luzes do acampamento surgiram à
frente, o vidro embaçado tornava fantasmagórica a visão, estremeci, o gulag
está próximo, homens sem futuro e com passado duvidoso ali residiam,
amontoados em quartos com beliches, sem lazer, sem mulher, homens que
pegavam no pesado, e recebiam salário mínimo como recompensa, no entanto,
eram o coração da obra, eu os entendia, mas nada fizera para mudar o statu
quo, seguia as regras, eu também lutava pela sobrevivência, Deus meu, qual
era o mal da embriaguez, a bebida é refúgio, anestésico do desespero, visão
fugidia do nirvana, Deus, Deus, onde está Vossa misericórdia, mataram uma
das Vossas ovelhas...
— Doutor, olha o fogo, tocaram fogo. Mais lembranças do dia. O tenente da
milícia recebeu-me cortês, senta doutor, permaneci de pé, o relato verbal foi
sucinto, o elemento não obedeceu à ordem de parar, avançou
ameaçadoramente em direção ao praça, este não teve alternativa e atirou,
infelizmente, ocasionou a morte do elemento, mas, tenente, um embriagado?
Seria fácil subjugá-lo, doutor, temos que impor a ordem, despediu-se seco.
Consegui a promessa da milícia de permanecer no quartel nas próximas vinte
e quatro horas, o confronto tinha que ser evitado.


lunedì 22 maggio 2017

SERGIO LANDAU



Velho ! ele grita
e se aproxima
olhar carinhoso

Agradeco a ela

Me beija na face
com carinho
sinto amor

Agradeco a ela

Seu vozeirao
conta historias
canta a vida

Agradeco a ela

Se despede
abraca forte
me insufla vida

Agradeco a ela

Ele e puro como
as gotas de orvalho
seu sorriso
janela aberta a luz do sol

Agradeco a ela
me deu o Sergio